Ações/MELI

MELI — MercadoLibre, Inc.

Consumo cíclicoAmérica LatinaUruguayCertificado por blockchain

$1772.98

Objetivo: $2269.94 (+28%)

P/E Ratio

48.2

P/E Forward

31.3

Dividendo

—

Cap. Mercado

$89.9B

EPS

$36.77

Consenso

Compra forte

O que fazem

MercadoLibre, Inc. (Nasdaq: MELI; escritório principal em Montevidéu, Uruguai; fundada em 2 de agosto de 1999 em Buenos Aires por Marcos Galperin, presidente executivo do conselho desde 1º de janeiro de 2026; diretor-presidente desde essa data: Ariel Szarfsztejn; 123.670 funcionários em 31 de dezembro de 2025, quase metade no Brasil) é o maior ecossistema de comércio on-line e serviços financeiros da América Latina. Sua loja funciona em 18 países e o Mercado Pago em 8. Tem dois negócios que se impulsionam: Comércio — a loja on-line do Mercado Libre, onde vendedores de todos os tamanhos oferecem seus produtos; a própria rede de entregas (Mercado Envios); publicidade dentro da loja (Mercado Ads, que cresceu 62% sem o efeito do câmbio e já tem mais de 10% de toda a publicidade digital da América Latina); vendas de vendedores de outros países, com um centro de distribuição na China (+60% sem efeito cambial); classificados de carros, imóveis e serviços; e o programa de fidelidade por assinatura MELI+ (72% mais assinantes em um ano). Fintech (Mercado Pago) — conta digital que rende, pagamentos por QR e cartão, maquininhas para as lojas receberem (no México já tem 1,4 milhão ativas, tantas quanto todos os bancos tradicionais juntos), cartão de crédito, empréstimos para pessoas e empresas, investimentos e seguros. No trimestre abril–junho de 2026 processou US$ 100.952 milhões em pagamentos (+56%), guardava US$ 23.000 milhões de seus usuários (+68%) e tinha mais de US$ 16.000 milhões emprestados (+75%).

De onde vem o dinheiro (trimestre abril–junho de 2026): Brasil US$ 5.530 milhões (54% do total, +59%), México US$ 2.337 milhões (23%, +55%), Argentina US$ 1.839 milhões (18%, +20%) e os demais países US$ 463 milhões. Os usuários que usam os dois lados — compram no Mercado Libre e também usam o Mercado Pago — são o grupo que mais cresce (+37% em um ano) e, segundo a empresa, compram 70% mais por pessoa do que quem só usa a loja.

Por que gostamos

Três razões.

  • CRESCE MAIS RÁPIDO DO QUE EM QUATRO ANOS: no trimestre abril–junho de 2026 (divulgado em 5 de agosto) a receita subiu 50%, para US$ 10.169 milhões — 43% sem o efeito do câmbio —, vendeu 795 milhões de itens (contra 550 milhões um ano antes) e chegou a 89 milhões de compradores (+26%). No Brasil, desde que baixou o mínimo para frete grátis de R$79 para R$19 em junho de 2025, os itens vendidos cresceram 56% e cada comprador compra 19% mais.
  • LOJA E BANCO SE IMPULSIONAM: o Mercado Pago já tem 88 milhões de usuários por mês (+30%) e mais de US$ 16.000 milhões emprestados (+75%), com atrasos de 15 a 90 dias de 7,0% em toda a carteira e 4,6% no cartão de crédito — ambos perto das mínimas históricas. Sua publicidade, uma das linhas mais rentáveis, cresceu 62% sem efeito cambial e já é mais de 10% da publicidade digital da América Latina. Segundo a empresa, pouquíssimas companhias no mundo juntam loja e banco nesta escala.
  • COMPRAMOS QUANDO O MERCADO A CASTIGA POR INVESTIR: a ação está 27% abaixo da máxima de 52 semanas (US$ 2.428, 30 de outubro de 2025) e 12% abaixo do fechamento de 2025, porque a margem operacional caiu de 12,2% para 6,7%. Os analistas esperam que o lucro por ação recue ~3% em 2026 e suba ~47% em 2027, quando esses investimentos amadurecerem; a US$ 1.772,98 custa ~31 vezes o lucro esperado para o próximo ano. Consenso Strong Buy (22 de 26 analistas recomendam compra) com preço-alvo médio de US$ 2.269,94 (+28%).

Risco Principal

O #1: ganha menos enquanto investe, e não há data para isso acabar. Para competir com Shopee e Amazon, baixou o frete grátis no Brasil para compras a partir de R$19 (antes R$79) e a empresa paga a diferença; além disso dá descontos a quem paga com PIX e cobra comissão menor de vendedores com preços competitivos. No trimestre abril–junho de 2026 a margem operacional caiu de 12,2% para 6,7% e o lucro 11%; a empresa diz que coloca o valor de longo prazo acima do lucro de curto prazo. O mercado castiga: a ação caiu 12,7% em um dia após o balanço de maio e 4,8% após o de agosto. Outros:

  • crédito crescendo muito rápido: a carteira cresceu 75% e no trimestre reservou US$ 1.276 milhões para empréstimos que podem não ser pagos (contra US$ 690 milhões um ano antes); se a economia do Brasil ou do México desacelerar, os atrasos podem subir;
  • depende do Brasil: 54% da receita; a política e o real mexem forte com a ação;
  • México e Argentina: no México uma reforma tributária freou a demanda e as maquininhas rendem menos porque os aparelhos ficaram mais caros; na Argentina o consumo está fraco e a queda do peso come o crescimento em dólares (+20% em dólares contra +48% sem efeito cambial);
  • concorrência: Shopee e Amazon disputam Brasil e México; em março de 2026 o J.P. Morgan rebaixou a recomendação para Neutral pela concorrência da Shopee e pela queda das margens;
  • não é barata: ~48 vezes o que lucrou nos últimos 12 meses;
  • mais dívida: a dívida líquida subiu para US$ 6.425 milhões (contra US$ 4.682 milhões em dezembro de 2025) e em setembro de 2026 emitiu US$ 1.000 milhões em títulos de 10 anos a 5,85%;
  • não paga dividendo: você só ganha se a ação subir;
  • a licença de banco no México, pedida em setembro de 2024, ainda está em análise.

Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.

Vectorial Data escolheu MELI em 2026-10-05 a $1772.98.

Research Completo

Qué hace. MercadoLibre, Inc. (Nasdaq: MELI; oficinas principales en Dr. Luis Bonavita 1294, Montevideo, Uruguay; sociedad de Delaware constituida en octubre de 1999) se describe como el ecosistema de comercio en línea y servicios financieros más grande de América Latina. Fue fundada el 2 de agosto de 1999 en Buenos Aires por Marcos Galperin y en agosto de 2007 fue la primera empresa de tecnología latinoamericana en cotizar en Nasdaq. Desde el 1 de enero de 2026 su director general es Ariel Szarfsztejn; Galperin pasó a presidente ejecutivo del consejo; el director de finanzas es Martín de los Santos. Tenía 123,670 empleados al 31 de diciembre de 2025 (61,139 en Brasil, 34,336 en México y 16,726 en Argentina). Su tienda opera en 18 países y Mercado Pago en 8 (10-K 2025). Dos negocios: (a) Comercio — la tienda en línea (marketplace), envíos propios (Mercado Envíos), venta de inventario propio, ventas desde otros países con un centro de distribución en China, publicidad (Mercado Ads), clasificados de autos, inmuebles y servicios, y el programa de lealtad MELI+; (b) Fintech (Mercado Pago) — cuenta digital que paga rendimiento, pagos con QR y tarjeta, cobro en línea y en tiendas con terminales, tarjeta de crédito, préstamos a personas y negocios, inversiones y seguros.

Resultados (segundo trimestre de 2026, publicados el 5 de agosto de 2026). Ingresos netos y financieros de $10,169 millones (+50% en dólares, +43% sin efecto cambiario) — la primera vez arriba de $10,000 millones en un trimestre y, según la empresa, su crecimiento más rápido en cuatro años; los analistas esperaban ~$9,660 millones. Utilidad de operación de $683 millones (−17%), con margen de 6.7% (12.2% un año antes y 6.9% en el primer trimestre de 2026). Utilidad neta de $466 millones (−11% contra $523 millones) y $9.19 por acción diluida (contra $10.31), arriba de los ~$8.75 esperados. Por país: Brasil $5,530 millones (+59% en dólares, +42% sin efecto cambiario), México $2,337 millones (+55%; +38%), Argentina $1,839 millones (+20%; +48%) y otros países $463 millones. Comercio creció 50% en dólares (40% sin efecto cambiario) y Fintech 49% (47%). Indicadores: ventas en la tienda (GMV) de $21,926 millones (+44%), 795 millones de artículos vendidos (contra 550 millones), 89 millones de compradores únicos (contra 71 millones, +26%), 88 millones de usuarios mensuales de Mercado Pago (contra 68 millones, +30%), pagos procesados por $100,952 millones (+56%), $23,000 millones de dinero de usuarios (+68%) y cartera de crédito de más de $16,000 millones (+75%; $16,400 millones según la llamada con analistas). Flujo de efectivo libre ajustado de $214 millones, después de invertir $441 millones en activos y $2,100 millones en hacer crecer la cartera de crédito.

Por qué gana menos aunque vende más. El 6 de junio de 2025 bajó en Brasil el mínimo para envío gratis de R$79 a R$19 — el más bajo de su historia — para competir con Shopee y Amazon, y absorbe el costo (InfoMoney). Un año después, en Brasil las ventas en la tienda crecieron 39% sin efecto cambiario, los artículos 56%, los artículos por comprador 19% y la conversión 1.1 puntos; los usuarios que usan tienda y Mercado Pago a la vez pasaron de crecer 35% a casi 50% en Brasil (carta a los accionistas). En abril de 2026 agregó descuentos para quien paga con PIX y comisiones más bajas para vendedores con precios competitivos; los vendedores activos crecieron 29%. La empresa dice que los envíos gratis y lentos ya cubren su costo directo en la mitad de los rangos de precio entre R$19 y R$79. Además entrega tarjetas de crédito a ritmo récord (2.6 millones nuevas en el trimestre contra 1.6 millones un año antes): las tarjetas nuevas dan pérdida al principio — el margen de la tarjeta después de pérdidas pasó de cero a −2.5% — y, según la empresa, mejoran conforme maduran. Las reservas para préstamos que podrían no pagarse fueron $1,276 millones (contra $690 millones). En México invierte en ganar comercios para sus terminales, y el costo de los aparatos subió por el precio de los chips de memoria. Resultado: margen de operación de 6.7%. La empresa dice que prioriza la creación de valor de largo plazo sobre la rentabilidad de corto plazo.

Mercado Pago y el crédito. 88 millones de usuarios mensuales (Brasil +38% y México +45%). Cartera de crédito de más de $16,000 millones (+75%); la tarjeta de crédito pasó de 43% a 47% de la cartera (hace cuatro años era una quinta parte). Atrasos de 15 a 90 días: 7.0% en toda la cartera y 4.6% en tarjeta, ambos cerca de sus mínimos históricos. Margen de crédito después de pérdidas (NIMAL) de 20.7%, contra 23.0% un año antes pero 3 puntos arriba del primer trimestre. En México tiene 1.4 millones de terminales activas — tantas como todos los bancos tradicionales juntos — y su cobro en tiendas creció casi 70%. Licencias: pidió licencia de banco en México ante la CNBV en septiembre de 2024 y sigue en trámite (La Política Online, 17 de julio de 2026, reporta que la aprobación podría llegar antes de fin de año); en Argentina la pidió el 17 de junio de 2025 (10-K 2025).

Publicidad e inteligencia artificial. Mercado Ads creció 62% sin efecto cambiario (73% en dólares) y superó por primera vez 10% de la publicidad digital de América Latina. Las ventas desde otros países crecieron 60% sin efecto cambiario. Sus ingenieros ya escriben la mayor parte del código con inteligencia artificial: los envíos de código subieron 110% y el gasto en desarrollo bajó de 8.4% a 7.2% de los ingresos, aun con ~$80 millones más de inversión en inteligencia artificial.

Dividendo. No paga. En 2017 pagó $0.15 por acción cada trimestre (el último pago fue en enero de 2018) y el consejo suspendió el dividendo a partir del primer trimestre de 2018 porque concluyó que invertir en el negocio genera más rendimiento para los accionistas (10-K 2025). Tampoco recompra acciones en montos relevantes (~$1 millón en el primer semestre de 2026).

Deuda. Deuda total de $13,176 millones al 30 de junio de 2026 (incluye el financiamiento de su cartera de crédito y arrendamientos) contra $6,751 millones en efectivo e inversiones: deuda neta de $6,425 millones (contra $4,682 millones en diciembre de 2025). El 9 de septiembre de 2026 colocó $1,000 millones en bonos a 10 años con cupón de 5.85% (vencen el 14 de septiembre de 2036; precio de 97.864%, rendimiento de 6.139%) para usos corporativos generales.

Acción y valuación. Compra a $1,772.98 (apertura del 5 de octubre de 2026 en Nasdaq). Rango de 52 semanas: $1,495 (13 de mayo de 2026) a $2,428 (30 de octubre de 2025) — 27% abajo del máximo; su máximo histórico fue $2,645.22 (1 de julio de 2025). Cerró 2025 en $2,014.26: −12% en lo que va de 2026. Cayó 12.7% el 8 de mayo de 2026 tras su reporte del primer trimestre y 4.8% el 6 de agosto tras el del segundo, las dos veces por la caída de márgenes. Utilidad por acción de los últimos 12 meses: $36.77 → P/E ~48.2. Los analistas esperan $38.17 por acción en 2026 (−3% contra $39.40 de 2025) y $55.95 en 2027 (+47%); sobre la utilidad esperada a un año (Yahoo Finance, $56.65) cotiza a ~31.3 veces. Capitalización ~$89,900 millones (50.7 millones de acciones). Consenso de 26 analistas (Yahoo Finance): 5 compra fuerte, 17 compra, 4 mantener y 0 venta — Strong Buy; precio objetivo promedio $2,269.94 (mediana $2,275; rango $1,750–$2,800), 28% arriba del precio de compra. A finales de septiembre de 2026 New Street Research empezó a cubrirla con recomendación de compra y objetivo de $2,450, apostando a que el margen se recupere; en marzo de 2026 J.P. Morgan la bajó a Neutral (objetivo $2,100) por la competencia de Shopee en Brasil y la caída de márgenes. Próximo reporte trimestral: 4 de noviembre de 2026.

El 5 de octubre de 2026. La acción abrió en $1,772.98, 4.5% arriba del cierre anterior ($1,696.56), y cerró en $1,860.61 (+9.7%). La causa principal fue la primera vuelta de la elección presidencial de Brasil del 4 de octubre: Flávio Bolsonaro obtuvo 47.03% contra 45.16% de Lula, mejor de lo que anticipaban las encuestas, y los dos irán a segunda vuelta el 25 de octubre de 2026; el mercado lo leyó como señal de una política fiscal más estricta y un ambiente más amigable para los negocios (Investing.com). Ese día el índice Ibovespa subió 7.7%, el ETF de Brasil (EWZ) 12.5%, Nubank 13% y el real se fortaleció de ~5.22 a ~5.00 por dólar (Yahoo Finance). Compramos a la apertura, antes de la mayor parte del alza. La segunda vuelta mantiene la incertidumbre: su resultado puede mover la acción en cualquier dirección.

Riesgos. (1) Márgenes: la empresa invierte a propósito en envíos gratis, descuentos, tarjetas de crédito y terminales; el margen de operación pasó de 12.2% a 6.7% y no hay fecha para que se recupere. (2) Crédito: cartera de más de $16,000 millones creciendo 75%; reservas por préstamos que podrían no pagarse de $1,276 millones en el trimestre (contra $690 millones); un frenón en Brasil o México subiría los atrasos. (3) Brasil: 54% de los ingresos; la acción reacciona con fuerza a la política (segunda vuelta el 25 de octubre de 2026) y al real. (4) México: reforma de impuestos que frenó la demanda y terminales menos rentables por el costo de los aparatos; Argentina: consumo débil y devaluación del peso (+20% en dólares contra +48% sin efecto cambiario). (5) Competencia: Shopee y Amazon en Brasil y México; J.P. Morgan la bajó a Neutral en marzo de 2026 por Shopee. (6) Valuación: ~48 veces la utilidad de los últimos 12 meses. (7) Deuda neta en aumento ($6,425 millones) y nuevo bono de $1,000 millones al 5.85%. (8) Sin dividendo: el rendimiento depende solo del precio. (9) Licencia de banco en México todavía pendiente.

En el portafolio. Es nuestra primera tienda en línea de América Latina. Se suma a lo que ya tenemos en Brasil — Nubank (NU), Itaú (ITUB) y el ETF de Brasil (EWZ) — y en México con FEMSA (FMX), y compite con Amazon (AMZN), que también tenemos. A diferencia de Nubank, que es solo banco, MELI junta tienda y banco: según la empresa, los usuarios que usan las dos partes compran 70% más por persona que quienes solo usan la tienda, y su utilidad por usuario es varias veces mayor.

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Pesquisado: 05/10/2026Atualizado: 05/10/2026Próxima revisão: 05/04/2027

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