EADSY — Airbus SE
$50.12
Objetivo: $60.00 (+19.7%)
P/E Ratio
26.6
P/E Forward
20.8
Dividendo
1.89%
Cap. Mercado
$154B
EPS
$1.84
Consenso
Compra
O que fazem
A Airbus SE é o maior fabricante de aviões comerciais do mundo + um dos maiores grupos aeroespaciais e de defesa do planeta. Sede jurídica em Leiden, Holanda; sede operacional em Toulouse, França. ~145.000 funcionários em 35 países.
Histórico:
- 1970: fundada como Airbus Industrie GIE (consórcio França/Alemanha/Reino Unido/Espanha)
- 2000: reorganizada como EADS (European Aeronautic Defence and Space Company)
- 2014: rebatizada de Airbus Group + simplificação corporativa
- 2017: rebatizada definitivamente de Airbus SE (Societas Europaea, sede Leiden)
- 2019: Guillaume Faury assume como CEO (sucessor de Tom Enders)
- 2019: Airbus ultrapassa a Boeing em entregas anuais pela primeira vez (nunca mais cedeu a liderança)
- 2020: COVID — entregas caem para 566 (de 863 em 2019)
- 2025: Faury recontratado por +5 anos; Airbus anuncia aquisição de operações A220/A320/A350 da Spirit AeroSystems
- jan/2026: Matthieu Louvot, novo CEO da Airbus Helicopters (substitui Bruno Even)
- mai/2026: Eric Kirstetter, novo EVP de Estratégia
3 Segmentos:
**
- Aviação Comercial (~72% da receita, ~75% do EBIT Adj)** — o core:
- Família A220 (regional 100–150 assentos) — meta de produção 12/mês até 2027 (reduzida de 14)
- Família A320 (A319/A320/A321 narrowbody) — o avião mais vendido da história: 12.487+ entregues desde 1988. Meta de produção 75/mês até o final de 2027 = recorde histórico da aviação civil
- A330 (widebody) — versão atualizada A330neo em produção
- A350 (widebody de longo alcance) — meta de 12/mês até 2028
- Backlog Comercial 1T26: 9.037 aviões vs 8.754 no fechamento de 2025
- Market share em narrowbodies: família A320 ~60% vs Boeing 737 MAX ~40%
- Market share em widebodies: Boeing ainda lidera (787, 777)
**
- Helicópteros (~12% da receita, ~10% do EBIT Adj)** — nº 1 mundial civil + militar:
- H125 (monomotor leve) — mais vendido
- H145 (bimotor leve) — saúde, resgate, militar
- H160 (bimotor médio) — carro-chefe recente
- H225M Caracal (pesado militar)
- Tiger (combate)
- NH90 (médio multifunção militar)
- Entregas 1T26: 56 (vs 51 anterior); receita estável em €1,6 bi
**
- Defesa & Espaço (~16% da receita)** — o catalisador de 2025–2027:
- Eurofighter Typhoon — caça europeu, parceria BAE + Leonardo + Airbus. Acelerando produção de 14 para 20 aviões/ano, novos pedidos da Itália, Alemanha e Turquia
- A400M Atlas — transporte militar pesado (backlog fraco, <50 aeronaves)
- Satélites: Galileo (sistema GPS europeu), OneSat (satélites flexíveis), constelações LEO
- Lançadores Ariane (JV ArianeGroup com a Safran)
- FCAS (Future Combat Air System com França/Alemanha/Espanha) — parado na Fase 1B; Faury disse que apoiaria uma 'solução com dois caças'
- 1T26: receita €2,8 bi (+7% a/a), EBIT Adj €130 mi (vs €77 mi = quase 2x)
Liderança:
- CEO Airbus SE: Guillaume Faury desde 2019 (recontratado em 2025)
- CFO: Thomas Toepfer
- CEO Aviação Comercial: Christian Scherer
- CEO Helicópteros: Matthieu Louvot (desde 1º/abr/2026)
- CEO Defesa & Espaço: Mike Schoellhorn
- EVP Estratégia: Eric Kirstetter (desde 18/mai/2026)
1T26 (divulgado em 28/abr/2026):
| Métrica | 1T26 | a/a |
|---|---|---|
| Receita | €12,7 bi | -7% |
| EBIT Ajustado | €300 mi | -52% |
| EBIT reportado | €224 mi | — |
| LPA Ajustado | €0,33 | vs €0,67 |
| Entregas | 114 | vs 136 |
| Backlog (1T26) | 9.037 aviões | vs 8.754 no FY25 |
FY2025 (divulgado em 19/fev/2026):
| Métrica | FY2025 | a/a |
|---|---|---|
| Receita | €73,4 bi | +6,1% |
| EBIT Adj | €7,1 bi | margem 9,7% |
| FCF | €4,6 bi | — |
| Entregas | 793 | vs 766 |
| Valor do backlog | €619 bi | recorde |
Guidance FY2026 (reafirmada no 1T26):
- ~870 entregas de aviões comerciais
- EBIT Adj ~€7,5 bi
- FCF ~€4,5 bi
Retorno de Capital:
- Dividendo FY2025: €3,20/ação (+6,7% vs €3,00 em 2024)
- Data ex: 21/abr/2026 · Data de pagamento: 23/abr/2026
- ADR EADSY (proporção 1:4) recebeu ~US$ 0,90, yield 1,89%
- Recompra: apenas para compensação de funcionários (~4,14 mi de ações) — NÃO é retorno de capital agressivo
Por que gostamos
EADSY a US$ 50,12 (próxima da mínima de 52 semanas de US$ 44–US$ 64,35) é comprar o maior fabricante de aviões comerciais do mundo com um backlog de 10 anos (9.037 aviões, €619 bi) em um momento de máxima ansiedade de curto prazo (1T26: EBIT -52%) que é 100% atribuível a um gargalo temporário de motores Pratt & Whitney. Razões específicas:
- Backlog de €619 bi / 9.037 aviões = ~10 anos de produção já vendida no ritmo atual de 870 entregas/ano: o backlog é 4x maior que todo o valor de mercado da Airbus (~€143 bi). Isso significa visibilidade de receita até ~2036 sem um único novo pedido. Nenhuma empresa industrial no mundo tem esse nível de visibilidade.
- Duopólio comercial estrutural Airbus vs Boeing — e a Airbus está ganhando: superou a Boeing em entregas desde 2019 e não cedeu. Nos narrowbodies (70% do mercado global), a família A320 tem ~60% de participação vs 40% do Boeing 737 MAX. A Boeing ainda enfrenta atrasos na certificação do 737 MAX 7/10 (postergada para o final de 2026), 777X (postergado para 2027, atraso nº 6) e problemas de qualidade pós-incidente Alaska Airlines em jan/2024. Não há terceiro concorrente viável (COMAC C919 ainda sem certificação ocidental).
- 1T26: -52% é 100% efeito motor — não demanda: o problema não são os pedidos (chegando ~95% mais rápido que em 2025), mas o fornecimento de motores GTF da Pratt & Whitney (RTX). É um gargalo temporário que se resolve em 2026–2027, quando a P&W concluir a substituição das pás de turbina defeituosas. Demanda intacta, oferta temporariamente comprimida = compressão temporária de lucros.
- Ramp do A320neo para 75/mês até 2027 = recorde histórico da aviação civil: nenhuma família de aeronaves na história chegou a 75/mês. Com isso, a Airbus gera ~900 entregas/ano só do A320neo + ~870–900 no total = receita de Aviação Comercial saltando de €52,6 bi (FY2025) para ~€65–70 bi em 2028. Enorme alavancagem operacional.
- Defesa & Espaço em inflexão de alta — Europa se rearmando: EBIT de D&E no 1T26 quase dobrou a/a (€130 mi vs €77 mi). Eurofighter acelerando para 20 aviões/ano com novos pedidos da Itália, Alemanha e Turquia. O rearmamento europeu pós-Ucrânia gera um tailwind de vários anos para a divisão. Se o FCAS se desbloquear em 2026–2027 → mais um catalisador.
- Helicópteros — nº 1 mundial civil + militar — negócio ancorado: entregas no 1T26 +10% a/a, chegando a 56 helicópteros. Mercado militar global em expansão + frotas civis se renovando. Menos cíclico que a Aviação Comercial, alta receita recorrente de serviços.
- Alocação de capital disciplinada: a Airbus paga dividendo crescente desde 2017 (sem interrupção, exceto na COVID em 2020). €3,20/ação no FY2025 (+6,7%). Sem recompra agressiva (apenas compensação de funcionários, ~4,14 mi de ações), mas também sem diluição por M&A massiva — a Spirit AeroSystems é integração vertical estratégica, não aquisição especulativa.
- Boeing continua paralisada — janela aberta para a Airbus: atrasos na certificação do 737 MAX + derrapagens contínuas no 777X + problemas de qualidade pós-Alaska Air + greves IAM em 2024 + queima de caixa. Enquanto a Boeing conserta a própria casa, a Airbus captura participação de mercado de forma permanente. Companhias aéreas que migram da Boeing para a Airbus raramente voltam (treinamento de pilotos, estoque de peças, contratos de manutenção — tudo fica com a Airbus).
- P/L forward de 20,8x = razoável para um duopólio com backlog de 10 anos: pares: Lockheed Martin 17x, Northrop 19x, RTX 21x, Honeywell 22x. Airbus a 20,8x com (a) 10 anos de visibilidade de receita, (b) expansão de margem em andamento (FY25 9,7% vs 7,7% no FY24), (c) inflexão em defesa, (d) duopólio estrutural = precificada abaixo do justo pelo medo de curto prazo. (10) Consenso de analistas: Compra + target médio de €218 (AIR.PA) = ~+20% de upside no ADR EADSY: 15 Compra / 8 Neutro / 0 Venda. Reavaliação para P/L 22–23x quando os motores P&W normalizarem + entregas do 4T26 acelerarem = tese realizada.
Risco Principal
Os riscos são mensuráveis:
- Escassez de motores GTF da Pratt & Whitney — o principal driver do -52% no 1T26: a P&W (subsidiária da RTX) não entrega motores no ritmo prometido devido a defeitos nas pás de turbina que exigem substituição. Isso bloqueia as entregas do A320neo e forçou a Airbus a reduzir seu guidance de ramp (de 75/mês firme até 2027 para 70–75/mês). Se a situação se prolongar além de 2027, o EBIT de FY26–27 sofre materialmente. A CFM (motor alternativo do A320) tem capacidade limitada para compensar.
- Arrasto da integração da Spirit AeroSystems em 2026: a aquisição das operações A220/A320/A350 da Spirit (~4.000 funcionários) adiciona pressão no fluxo de caixa e na execução. A Spirit tinha problemas crônicos de qualidade — a Airbus os herda. Se as correções levarem mais tempo ou exigirem mais capex, a meta de FCF de €4,5 bi se deteriora.
- Problema de qualidade nos painéis do A320 em 2026: foi identificado um defeito de fabricação em painéis que afeta entregas adicionais. Não é catastrófico, mas adiciona ruído às métricas do 2T–3T26.
- Narrativa de recuperação da Boeing — gap se fecha em 2027–2028: se o 737 MAX 7/10 for certificado no final de 2026 (FAA disse 'sem grandes obstáculos' em abr/2026) + 777X for certificado em 2027 + Boeing normalizar a produção do 737 para 52/mês até o final de 2026, o mercado vai girar de 'Airbus vencedora do duopólio' para 'duopólio normalizado' e o prêmio da Airbus comprime.
- Tarifas Trump 2026 = variável imprevisível: o guidance FY2026 assume 'tarifas atualmente aplicáveis'. Qualquer escalada (EUA tarifando aviões europeus em resposta à UE tarifando aviões da Boeing) gera pressão direta sobre as margens — a Airbus exporta ~40% de seus aviões para Ásia-Pacífico/Oriente Médio via rotação de dólares.
- Câmbio USD/EUR: a receita de aviação comercial é denominada em USD, mas os custos são em EUR. Dólar fraco = receita menor quando convertida para euros. O 1T26 já sentiu esse efeito. Se o dólar permanecer fraco abaixo de 1,20 EUR/USD durante todo o 2026, o guidance de EBIT Adj de €7,5 bi fica difícil de atingir.
- FCAS parado — Eurofighter como plano B não é o ideal: o Future Combat Air System (sucessor do Eurofighter) está travado há anos nas negociações entre França, Alemanha e Espanha. Faury reconheceu isso. Se o FCAS for cancelado e o Eurofighter rampar apenas para 20/ano, o crescimento de Defesa & Espaço fica limitado. O Tempest britânico (BAE/Leonardo/Mitsubishi) é um concorrente que poderia capturar exportações se o FCAS fracassar.
- Helicópteros — pressão de preços + concorrência: o H125 enfrenta o Bell 505 (EUA) de baixo custo. O ramp do H160 está mais lento que o esperado frente ao Sikorsky. Helicópteros representa ~12% da receita e ~10% do EBIT — não é o motor central, mas uma deterioração aqui corrói a narrativa de 'diversificação'.
- Backlog em declínio do A400M: menos de 50 aeronaves em carteira, sem exportações relevantes recentes. Se os pedidos restantes se esgotarem e não entrarem novos, o A400M se aproxima do fim de seu programa — risco de baixa contábil. (10) Sucessão do CEO Faury pós-2027: Faury foi recontratado em 2025, mas seu mandato termina entre 2027 e 2030. Não há sucessor claramente identificado (Scherer, CEO Comercial, e Schoellhorn, CEO de Defesa & Espaço, são candidatos, mas nenhum foi designado). Sucessão mal conduzida = risco de execução. (11) Boeing pode romper o duopólio cortando preços de forma agressiva: se o balanço da Boeing continuar se deteriorando (a queima de caixa em 2024–2025 foi massiva), ela pode aceitar preços irracionais para preservar participação de mercado — uma guerra de preços nos narrowbodies prejudicaria as margens dos dois lados.
Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.
Vectorial Data escolheu EADSY em 2026-05-19 a $50.12.
Research Completo
Airbus SE (EADSY) — Research Completo
Precio: $50.12 | P/E TTM: 26.6 | P/E Forward: 20.8 | Div Yield: 1.89% | Market Cap: $154B
¿Qué es Airbus?
Airbus SE es el fabricante #1 mundial de aviones comerciales + uno de los grupos aeroespaciales y de defensa más grandes del planeta. Superó a Boeing en entregas desde 2019.
Historia:
- 1970: fundado como Airbus Industrie GIE (consorcio FR/DE/UK/ES)
- 2000: reorganización como EADS
- 2014: rebrand a Airbus Group
- 2017: rebrand final a Airbus SE (sede Leiden)
- 2019: Guillaume Faury CEO; Airbus supera Boeing por primera vez
- 2025: Faury re-contratado +5 años; adquisición Spirit AeroSystems ops
3 Segmentos
| Segmento | % Revenue | % EBIT | Q1 2026 |
|---|---|---|---|
| Commercial Aircraft | ~72% | ~75% | -11%, 114 entregas |
| Helicopters | ~12% | ~10% | estable, 56 entregas |
| Defence & Space | ~16% | ~15% | +7%, EBIT casi 2x |
Familia A320 — el avión más vendido de la historia
- 12,487+ entregados desde 1988
- A319, A320, A321 narrowbodies
- Target producción 75/mes para finales 2027 = récord histórico aviación civil
- Cuota de mercado narrowbodies: ~60% vs Boeing 737 MAX 40%
Q1 2026 — Reportado 28 abril 2026
| Métrica | Q1 2026 | YoY |
|---|---|---|
| Revenue | €12.7B | -7% |
| EBIT Adjusted | €300M | -52% |
| EPS Adj | €0.33 | vs €0.67 |
| Entregas | 114 | vs 136 |
| Backlog | 9,037 aviones | vs 8,754 YE25 |
FY2025 — Reportado 19 feb 2026
| Métrica | FY2025 | YoY |
|---|---|---|
| Revenue | €73.4B | +6.1% |
| EBIT Adj | €7.1B | margin 9.7% |
| FCF | €4.6B | — |
| Entregas | 793 | vs 766 |
| Backlog valor | €619B | récord |
FY2026 Guidance (reafirmada Q1)
- ~870 entregas commercial aircraft
- EBIT Adj ~€7.5B
- FCF ~€4.5B
Dividendo + Capital Return
- 2025 dividendo €3.20/acción (+6.7% vs €3.00 en 2024)
- Ex-date 21 abril 2026 · Pay date 23 abril 2026
- ADR EADSY (ratio 1:4) recibió ~$0.90, yield 1.89%
- Buyback solo para employee comp (~4.14M shares) — NO retorno de capital agresivo
¿Por qué cotiza cerca de mínimo 52 semanas?
- Pratt & Whitney GTF engine shortfall = #1 driver — bloquea ramp A320neo
- Q1 2026 print: -52% EBIT Adj, -16% entregas — el peor Q1 desde pandemia
- Spirit AeroSystems integration — cash drag 2026
- A320 panel quality issue
- USD weakness vs EUR
- Boeing recovery narrative — gap empieza a cerrarse
- Tarifas Trump — wild card
Boeing Competitive Context
- 737 MAX 7/10: FAA dice cert finales 2026 (delays previos)
- 777X: cert slipped a 2027 (delay #6, $15B over budget)
- Narrowbodies: Airbus 60% vs Boeing 40% share
- Widebodies: Boeing sigue líder (787, 777)
Defence — Europa rearmando
- Eurofighter: ramping 14→20 aviones/año; pedidos Italia, Alemania, Turquía
- FCAS (Francia/DE/ES): estancado; Faury apoyaría 'two-fighter solution'
- A400M: backlog débil <50 aircraft
Producción Targets
| Modelo | Target | Para |
|---|---|---|
| A320neo family | 75/mes | finales 2027 |
| A350 | 12/mes | 2028 |
| A220 | 12/mes | 2027 (bajado de 14) |
Analyst Consensus
- Rating: Buy (15 Buy / 8 Hold / 0 Sell, 23 analistas)
- Target promedio AIR.PA: €209-219 (rango €170-€255)
- Implied upside ordinaria: ~+27%
- Implied upside EADSY ADR: ~+20%
Anchor Fact
Airbus ya vendió 9,037 aviones que todavía no entrega — eso es producción para los próximos ~10 años a ritmo de 870 entregas/año. El backlog vale €619 mil millones = más de 4x toda la capitalización de mercado de Airbus.
(Fuente: Airbus Q1 2026 release + FY2025 results)
Tesis en una línea
Comprar el fabricante #1 mundial de aviones comerciales (60% share narrowbodies vs Boeing 40%) con backlog de 10 años (9,037 aviones / €619B) cuando (1) el Q1 -52% es 100% atribuible a un cuello de botella temporal de motores Pratt & Whitney, (2) A320neo ramp a 75/mes para 2027 es operating leverage masivo, (3) Defence & Space EBIT casi se duplica YoY con Europa rearmando, (4) Boeing sigue paralizado en cert 737 MAX 7/10 + 777X, y (5) cotiza cerca de mínimo 52 semanas a P/E forward 20.8x con upside analyst ~+20% en el ADR.
Research fecha: 19 May 2026 | Próxima revisión: Nov 2026
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