MDT — Medtronic plc
Preço quando a escolhemos (31 de ago. de 2026)
$90.75
Objetivo: $98.84 (+8.9%)
P/E Ratio
24.3
P/E Forward
14.1
Dividendo
3.2%
Cap. Mercado
$115.8B
EPS
$3.73
Consenso
Compra
O que fazem
A Medtronic é a maior fabricante pura de dispositivos médicos do planeta. Se um coração precisa de marcapasso, de uma válvula por cateter (TAVR) ou de uma ablação para corrigir arritmia, o equipamento muito provavelmente é dela. Quatro negócios (fiscal 2026, US$ 36,4 bilhões): Cardiovascular US$ 13,98 bilhões (~38%), Neurociência US$ 10,3 bilhões (~28% — coluna, neuroestimuladores, navegação craniana), Médico-Cirúrgico US$ 8,9 bilhões (~24% — grampeadores, energia cirúrgica, monitoramento) e Diabetes US$ 3,1 bilhões (~9% — bombas MiniMed).
Dois catalisadores 2026:
- a ablação por campo pulsado (PFA) — o novo jeito de corrigir fibrilação atrial sem queimar tecido — cresceu ~50% no ano com os cateteres PulseSelect e Affera;
- o robô cirúrgico Hugo recebeu autorização da FDA (dez 2025) e operou seu primeiro caso comercial nos EUA na Cleveland Clinic (fev 2026), desafiando o monopólio da Intuitive Surgical.
A unidade de Diabetes está sendo separada: a MiniMed abriu capital (Nasdaq: MMED, março 2026) e a cisão completa é esperada para o fim de 2026 — deixando uma Medtronic mais focada e de margem maior. Domicílio na Irlanda (Galway); operação em Minneapolis; CEO Geoff Martha.
Por que gostamos
Três razões.
- VOLTOU A CRESCER: o fiscal 2026 foi o melhor crescimento de receita em uma década (US$ 36,4 bilhões, +8,4%; +5,8% orgânico) e o último trimestre superou o esperado (+9,9%); a projeção fiscal 2027 pede orgânico de 6,75–7,25% e lucro ajustado de US$ 5,90–6,00 (+7–8%). A ação subiu ~7% no dia do resultado.
- DOIS PRODUTOS DECOLANDO: a ablação cardíaca cresceu ~50% no ano (e a Medtronic está investindo para ampliar a manufatura do Affera por demanda dos médicos) e o robô Hugo está só começando sua vida comercial nos EUA — o mercado de cirurgia robótica tem 20 anos dominado por um único player.
- RENDA CONFIÁVEL, BARATA: 3,2% ao ano com 49 aumentos consecutivos e ~US$ 5,4 bilhões de fluxo de caixa livre cobrindo o pagamento; a US$ 90,75 é negociada a 14,1x o lucro previsto — bem abaixo do setor — com consenso Buy de 25 analistas e alvo de ~US$ 98,84 (+9%). A separação da MiniMed (fim de 2026) deixa uma Medtronic mais focada e de margem maior.
Risco Principal
O #1: a concorrência no seu produto estrela. Em ablação por campo pulsado, a Boston Scientific (Farapulse) domina — mais de 500.000 pacientes tratados e ~80% do mercado dos EUA — e J&J e Abbott também empurram; o crescimento de ~50% da Medtronic parte de uma base menor. Outros:
- Hugo contra a Intuitive: o robô só está autorizado para urologia nos EUA e enfrenta um rival com duas décadas de vantagem instalada;
- tarifas: a empresa estima ~US$ 250 milhões de impacto líquido no fiscal 2027;
- o lucro cresce menos que as vendas: no fiscal 2026 o lucro ajustado subiu só ~0,7% e o último aumento de dividendo foi simbólico (~1,4%) — payout ~76%;
- execução da separação da MiniMed: perde sua unidade que mais crescia (~13%);
- divulga o primeiro trimestre fiscal 2027 em 1º de setembro — resultados logo à frente.
Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.
Vectorial Data escolheu MDT em 31 de ago. de 2026 a $90.75.
Research Completo
O que faz. A Medtronic plc (NYSE: MDT; domicílio em Galway, Irlanda; operação em Minneapolis; ~95.000 funcionários; CEO Geoff Martha) é a maior fabricante pura de dispositivos médicos do mundo. Segmentos (fiscal 2026, encerrado em 24 de abril de 2026; receita US$ 36,4 bilhões): Cardiovascular US$ 13,98 bilhões (38%) — marcapassos, desfibriladores, válvulas TAVR, stents e ablação cardíaca; Neurociência US$ 10,3 bilhões (28%) — coluna, neuroestimuladores, navegação; Médico-Cirúrgico US$ 8,9 bilhões (24%) — grampeadores, energia, monitoramento; Diabetes US$ 3,1 bilhões (9%) — bombas MiniMed, em separação.
Resultados. Fiscal 2026: receita US$ 36,4 bilhões, +8,4% reportado / +5,8% orgânico — o maior crescimento em 10 anos; lucro ajustado por ação US$ 5,53. Quarto trimestre (3 de junho de 2026): US$ 9,81 bilhões (+9,9% / +6,6% orgânico, ~1,5% acima do consenso), lucro ajustado US$ 1,55 vs US$ 1,54 esperado; a ação subiu ~7%. Projeção fiscal 2027: orgânico 6,75–7,25%, lucro ajustado US$ 5,90–6,00 (+6,7–8,5%). Divulga o 1º trimestre fiscal 2027 em 1º de setembro de 2026 (consenso ~US$ 1,39, +9,5%).
Catalisadores. (1) Ablação por campo pulsado (PFA): o negócio de ablação cardíaca cresceu ~50% no fiscal 2026 com PulseSelect e Affera/Sphere-9; em junho anunciou investimento para ampliar a capacidade do Affera. (2) Robô Hugo: autorização da FDA para urologia em 3 de dezembro de 2025; primeiro caso comercial nos EUA em 17 de fevereiro de 2026 (Cleveland Clinic); mais indicações protocoladas. (3) Separação do Diabetes: a MiniMed abriu capital em 6 de março de 2026 (Nasdaq: MMED; IPO a US$ 20, até US$ 644 milhões; CEO Que Dallara); cisão completa esperada para o fim de 2026. Diabetes cresceu 12,9% no fiscal 2026.
Retorno ao acionista. Dividendo trimestral US$ 0,72 (US$ 2,88 ao ano, ~3,2%): 49º aumento anual consecutivo — a um ano do status de Dividend King; o fiscal 2026 pagou ~US$ 3,6 bilhões em dividendos (US$ 4,2 bilhões devolvidos no total) com ~US$ 5,4 bilhões de fluxo de caixa livre. Recompras: 10 milhões de ações no fiscal 2026 a média de US$ 93,25; ~US$ 1,2 bilhão restante da autorização de US$ 5 bilhões.
Ação. US$ 90,75 na abertura (31 de agosto de 2026); faixa de 52 semanas US$ 73,31–US$ 106,33; valor de mercado ~US$ 115,8 bilhões; P/L 24,3x TTM / 14,1x projetado. Consenso Buy (25 analistas), alvo médio ~US$ 98,84 (+9%; faixa US$ 78–121).
Riscos. (1) Concorrência em PFA: Boston Scientific (Farapulse) lidera com >500.000 pacientes e ~80% da ablação de FA nos EUA; J&J e Abbott competem. (2) Hugo vs Intuitive Surgical: autorizado só para urologia. (3) Tarifas: ~US$ 250 milhões de impacto líquido estimado no fiscal 2027. (4) Alavancagem de lucro fraca: fiscal 2026 com vendas +8,4% mas lucro ajustado +0,7%; aumentos de dividendo simbólicos recentes (payout ~76%). (5) Execução da cisão da MiniMed (estrutura e prazos não finais) e perda da unidade que mais cresce. (6) Resultados do 1º trimestre fiscal 2027 em 1º de setembro de 2026.
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