NVS Novartis AG

SaúdeEuropaSuíçaCertificado por blockchain

$140.58

Objetivo: $156.56 (+11.4%)

P/E Ratio

20.9

P/E Forward

14.1

Dividendo

3.42%

Cap. Mercado

$263.6B

EPS

$6.63

Consenso

Manter

O que fazem

A Novartis (Basileia, Suíça; CEO Vas Narasimhan desde 2018; ~75.300 funcionários) é uma das maiores farmacêuticas do mundo e hoje é uma empresa 'pura' de remédios de marca: separou a Alcon (oftalmologia) em 2019 e a Sandoz (genéricos) em 2023, então toda a receita vem de remédios patenteados em quatro áreas — oncologia, imunologia, neurociência e cardio-renal-metabólico.

O portfólio do segundo trimestre de 2026 é assim (vendas e crescimento a câmbio constante): Cosentyx US$ 1,82 bilhão (+10%), Kisqali para câncer de mama US$ 1,70 bilhão (+43%), Kesimpta para esclerose múltipla US$ 1,42 bilhão (+32%), Entresto para insuficiência cardíaca US$ 1,18 bilhão (−51%, perdeu a patente), Pluvicto para próstata US$ 651 milhões (+43%), Scemblix para leucemia US$ 562 milhões (+89%), Leqvio para colesterol US$ 480 milhões (+59%), Fabhalta US$ 225 milhões (+88%) e o recém-lançado Rhapsido US$ 64 milhões. É exatamente o filme de uma farmacêutica em transição: o velho desaba, o novo cresce o dobro.

Setembro de 2026 foi brutal. No dia 4 o remédio para o coração pelacarsen (com a Ionis) falhou num estudo de fase III com ~8.300 pacientes; no dia 8 falhou o del-desiran, ativo central da compra da Avidity Biosciences por US$ 12 bilhões fechada em fevereiro; no dia 16 cancelou o programa de ELA. Do outro lado, em 1º de setembro a pílula remibrutinibe (Rhapsido) venceu dois estudos de fase III em esclerose múltipla contra o tratamento padrão, sem sinal de dano no fígado.

Por que gostamos

Três razões.

  • O NEGÓCIO QUE PAGA O DIVIDENDO NÃO É O QUE FALHOU: pelacarsen, del-desiran e o projeto de ELA faturam zero dólares hoje — são apostas de futuro. O que fatura cresceu no trimestre: Kisqali +43%, Kesimpta +32%, Scemblix +89%, Pluvicto +43%, Leqvio +59%, Fabhalta +88%, Cosentyx +10%. Em 21 de julho a Novartis reafirmou a projeção de 2026 e a meta de médio prazo de 5–6% de crescimento anual de vendas até 2030.
  • COMPRAMOS O PÂNICO, COM DATA E PREÇO: a ação caiu ~12% num único dia (8 de setembro), a maior queda registrada segundo a Bloomberg, e ficou a US$ 140,58 — ~18% abaixo da máxima de 52 semanas (US$ 170,46) e a 14,1x o lucro previsto, múltiplo de empresa sem futuro para quem fatura US$ 55 bilhões por ano. E o pipeline não está morto: em 1º de setembro o remibrutinibe venceu duas fases III em esclerose múltipla.
  • VOCÊ É PAGO PARA ESPERAR, COM 29 ANOS DE HISTÓRICO: 3,42% de retorno, dividendo elevado 29 anos consecutivos desde que a Novartis nasceu em dezembro de 1996 (CHF 3,70 por ação para 2025, +5,7%), mais uma recompra de até US$ 10 bilhões com US$ 5,6 bilhões ainda a executar e rating de crédito Aa3/AA−.

A honestidade do caso: o consenso é Hold com alvo de US$ 156,56 (+11,4%) e a própria projeção da Novartis diz que o lucro operacional core de 2026 vai cair um dígito baixo. Aqui compramos renda e valor depois de um castigo, não uma história de crescimento explosivo.

Risco Principal

O #1: o laboratório acabou de falhar em público, três vezes em menos de duas semanas. Em 4 de setembro o pelacarsen não atingiu o objetivo num estudo de fase III com ~8.300 pacientes; em 8 de setembro o del-desiran falhou em distrofia miotônica tipo 1 — era a joia da compra da Avidity por US$ 12 bilhões fechada em 27 de fevereiro de 2026; em 16 de setembro cancelou o programa de ELA. A dúvida de fundo já não é um estudo: é se a máquina de P&D e de compras justifica o que paga. Outros:

  • patentes: o Entresto despencou −51% no trimestre, Promacta −65%, Tasigna −58%, Xolair −25% — por isso a projeção diz que o lucro operacional core de 2026 cai;
  • governança: a Artisan Partners (David Samra) exigiu publicamente mudanças no conselho em 10 de setembro pelos fracassos de P&D e de M&A;
  • balanço: a dívida líquida saltou de US$ 21,9 bilhões para US$ 39,4 bilhões em seis meses, por US$ 15,3 bilhões de compras e US$ 9,1 bilhões de dividendo;
  • preços nos EUA: o acordo de preços com o governo americano já está embutido na projeção de 2026 e na meta de 2030;
  • concorrência nova: em 15 de setembro a FDA aprovou o primeiro equivalente radioligante do Lutathera;
  • o dividendo tem letra miúda: é declarado em francos suíços, pago uma vez por ano (março) e a Suíça retém 35% antes de chegar à sua conta (recuperável até 15% por tratado);
  • consenso Hold com alvo de US$ 156,56 — Wall Street não espera milagre rápido.

Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.

Vectorial Data escolheu NVS em 2026-09-16 a $140.58.

Research Completo

Qué hace. Novartis AG (NYSE: NVS; SIX: NOVN; Lichtstrasse 35, Basilea, Suiza; CEO Vas Narasimhan desde 2018; ~75,300 empleados; creada en diciembre de 1996) es una farmacéutica global enfocada exclusivamente en medicinas de marca: separó Alcon (cuidado visual) en 2019 y Sandoz (genéricos) en 2023. Cuatro áreas terapéuticas: oncología, inmunología, neurociencia y cardio-renal-metabólico. Top de marcas del segundo trimestre de 2026 (ventas y crecimiento a tipo de cambio constante): Cosentyx $1,824 millones (+10%), Kisqali $1,695 millones (+43%), Kesimpta $1,424 millones (+32%), Entresto $1,181 millones (−51%), Pluvicto $651 millones (+43%), Tafinlar+Mekinist $581 millones (0%), Jakavi $576 millones (+8%), Scemblix $562 millones (+89%), Ilaris $550 millones (+15%), Leqvio $480 millones (+59%), Zolgensma $365 millones (+20%), Fabhalta $225 millones (+88%), Lutathera $225 millones (+8%) y Rhapsido $64 millones (lanzamiento).

Resultados (segundo trimestre 2026, publicados el 21 de julio). Ventas netas $14,408 millones (+3% en dólares, +1% a tipo de cambio constante); utilidad operativa core $5,940 millones (plana), margen core 41.2% (−70 puntos base); utilidad core por acción $2.41 (0% en dólares, −1% cc); utilidad neta $3,257 millones (−19%); flujo de caja libre $5,561 millones (−12%). Primer semestre 2026: ventas $27,521 millones (+1% en dólares, −2% cc), utilidad operativa core $10,837 millones (−6% / −7% cc), core por acción $4.39 (−6% / −8% cc), margen core 39.4%. Guía 2026 reafirmada: ventas netas crecen un dígito bajo y la utilidad operativa core cae un dígito bajo (a tipo de cambio constante). Meta de mediano plazo: ventas creciendo 5–6% anual compuesto entre 2025 y 2030. Base 2025: ventas netas $54,532 millones (+8%), utilidad operativa core $21,889 millones (+12%), core por acción $8.98 (+15%). Vas Narasimhan el 21 de julio: 'Novartis entregó un segundo trimestre sólido, volviendo al crecimiento de ventas impulsado por Kisqali, Kesimpta, Scemblix y Pluvicto... seguimos en camino de cumplir la guía del año y la perspectiva de mediano plazo.'

El golpe de septiembre de 2026. (1) 4 de septiembre: pelacarsen (desarrollado con Ionis) no alcanzó su objetivo principal en el estudio de fase III Lp(a)HORIZON, en ~8,300 pacientes con lipoproteína(a) elevada y enfermedad cardiovascular establecida; el fracaso arrastró también a Amgen y a Eli Lilly, que persiguen la misma diana. (2) 8 de septiembre: del-desiran (delpacibart etedesiran) falló su objetivo principal en el estudio de fase III HARBOR en distrofia miotónica tipo 1 — mostró actividad en objetivos secundarios y Novartis dijo que evalúa el conjunto de datos con los reguladores. Era el activo central de la compra de Avidity Biosciences por $12,000 millones, anunciada en octubre de 2025 y cerrada el 27 de febrero de 2026. Bloomberg reportó la mayor caída en un día registrada para la acción; ~$30,000 millones de valor de mercado se evaporaron en la semana. (3) 16 de septiembre: Novartis canceló su programa de ELA dirigido a TREM2 tras fallar en fase II. (4) 10 de septiembre: Artisan Partners (David Samra) pidió públicamente cambios en el consejo de administración por los fracasos de I+D y de M&A; Reuters tituló que para Novartis 'el M&A es a la vez la enfermedad y la cura'. Del otro lado de la balanza: el 1 de septiembre remibrutinib (Rhapsido) ganó dos estudios de fase III en esclerosis múltiple recurrente frente a teriflunomida, sin señal de toxicidad hepática; el 15 de septiembre la FDA aprobó el primer equivalente radioligando de Lutathera (de Curium); y el 16 Novartis pagó $125 millones a Sironax por una plataforma para cruzar la barrera hematoencefálica.

Pipeline 2026. Aprobaciones del segundo trimestre: Rhapsido (remibrutinib) aprobado en la Unión Europea y por el MHLW de Japón para urticaria espontánea crónica — el primer inhibidor BTK aprobado en esa enfermedad; Itvisma aprobado en la UE como la única terapia de reemplazo génico para una población amplia de atrofia muscular espinal; Fabhalta con aprobación tradicional de la FDA como el primer inhibidor del complemento que frena el deterioro renal en nefropatía por IgA. Kisqali obtuvo exclusividad pediátrica de la FDA (6 meses extra sobre todas sus patentes del Orange Book) y su seguimiento a 6 años en cáncer de mama temprano mostró beneficio en supervivencia global. Se presentó a la FDA la solicitud de aprobación acelerada de del-zota en distrofia muscular de Duchenne. La OMS precalificó Coartem Baby, el primer antimalárico desarrollado para recién nacidos de 2 a 5 kg.

Dividendo y capital. Un solo pago al año, en marzo. Para 2025 el consejo propuso 3.70 francos suizos por acción (+5.7% sobre 3.50), el 29º aumento consecutivo desde la creación de Novartis en diciembre de 1996; aprobado en la asamblea del 6 de marzo de 2026. El ADR recibió $3.08116 el 16 de marzo de 2026: la diferencia contra el rendimiento bruto de 3.42% es la retención fiscal suiza de 35% (recuperable hasta dejar 15% por tratado). Recompra: programa de hasta $10,000 millones anunciado en julio de 2025, con $5,600 millones aún por ejecutar; en el primer semestre de 2026 recompró 18.2 millones de acciones por $2,800 millones en la segunda línea de la bolsa suiza. Deuda neta: $39,400 millones al 30 de junio de 2026 contra $21,900 millones al cierre de 2025 — el salto viene de $15,300 millones de salidas por M&A y activos intangibles y $9,100 millones de dividendo anual. Calificación crediticia Aa3 (Moody's) y AA− (S&P Global).

Acción. $140.58 de apertura (16 de septiembre de 2026); capitalización ~$263,600 millones; rango 52 semanas $121.57–$170.46 (~18% abajo del máximo); P/E 20.9x TTM / 14.1x forward; utilidad por acción reportada $6.63 (la 'core' corre cerca de $9). En el año la acción va prácticamente plana pese al derrumbe de septiembre. Consenso Hold (12 analistas según S&P Global), target promedio $156.56 (+11.4%), rango $130–$185.

Riesgos. (1) Pipeline: tres tropiezos públicos en menos de dos semanas (pelacarsen, del-desiran, ELA); la pregunta de fondo es si la I+D y las compras justifican el precio pagado. (2) Patentes: Entresto −51% cc en el trimestre, Promacta/Revolade −65%, Tasigna −58%, Xolair −25%; la utilidad operativa core de 2026 está guiada a caer. (3) Gobernanza: Artisan Partners exige cambios de consejo; presión pública sobre el CEO. (4) Precios en EE.UU.: el acuerdo de precios con el gobierno estadounidense ya está reflejado en la guía 2026 y en la meta 2025–2030. (5) Balance: la deuda neta casi se duplicó en seis meses. (6) Competencia nueva: primer genérico radioligando de Lutathera aprobado el 15 de septiembre de 2026. (7) Moneda y fiscalidad del dividendo: se declara en francos suizos, se paga una vez al año y Suiza retiene 35%. (8) Consenso Hold con target $156.56: Wall Street no espera una revaluación rápida.

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Pesquisado: 16/09/2026Atualizado: 16/09/2026Próxima revisão: 16/03/2027

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