EWZ — iShares MSCI Brazil ETF

ETFAmérica LatinaBrasilCertificado por blockchain

Preço quando a escolhemos (21 de ago. de 2026)

$34.44

P/E Ratio

9.7

P/E Forward

—

Dividendo

3.86%

Cap. Mercado

$7.82B

EPS

—

Consenso

ETF — cesta indexada (sem rating individual)

O que fazem

O EWZ replica o índice MSCI Brazil 25-50: 67 empresas brasileiras listadas, com tetos que evitam concentração excessiva numa única emissora. O top 10 concentra ~59%: Nu Holdings 10,49% (banco 100% digital, o maior neobanco do mundo ocidental), Vale 9,75% (mineração de ferro, níquel e cobre — fornecedora-chave da siderurgia mundial), Itaú Unibanco 7,96% (o maior banco privado da América Latina), Petrobras 6,89% + 6,53% em suas duas classes (petrolífera estatal, uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo quando o petróleo está alto), Banco Bradesco 3,64%, WEG 3,29% (fabricante de motores e equipamentos elétricos com presença global), B3 3,19% (a bolsa brasileira) e AXIA Energia 3,11%. É uma foto fiel da economia brasileira listada: bancos, matérias-primas, energia e indústria. Administra $7,82 bilhões, cobra 0,59% ao ano e distribui ~3,86% de dividendo.

Por que gostamos

Três razões.

  • VALUATION: P/L de 9,68 — o mercado brasileiro negocia a uma fração do múltiplo do mercado americano por empresas que são líderes reais em suas indústrias (Vale no ferro, Itaú na banca latino-americana, WEG em motores elétricos, Nu em banco digital). É um dos mercados grandes mais baratos do mundo.
  • O MAIOR DIVIDENDO DA CARTEIRA: 3,86% ao ano. O Brasil tem cultura corporativa de distribuir lucros — inclusive incentivada fiscalmente — e quando o petróleo e o ferro estão altos, Petrobras e Vale viram máquinas de dividendos.
  • O CICLO DE JUROS: a Selic está em 14% e o banco central já começou a cortá-la. Historicamente, o ciclo de queda de juros no Brasil é o melhor combustível para a bolsa: cai o custo do dinheiro, a renda fixa deixa de competir com as ações e o capital estrangeiro volta. Compramos com a cesta ~18% abaixo da máxima de 52 semanas, depois de um ano de +32,6%. Além disso diversifica de verdade: é nossa primeira exposição à América Latina e a um mercado movido por matérias-primas, não por tecnologia.

Risco Principal

O #1: o dividendo NÃO é estável e é preciso dizer com clareza. O rendimento de 3,86% depende de Petrobras e Vale, e ambas pagam conforme o preço do petróleo e do minério de ferro — quando o petróleo cai abaixo de $60, a Petrobras corta; quando o ferro enfraquece, a Vale também. Estas não são aristocratas do dividendo americanas que sobem o pagamento todo ano aconteça o que acontecer: aqui o cupom sobe e desce com a commodity. Outros riscos:

  • risco político e eleitoral: o Brasil tem histórico de intervenção estatal na Petrobras (preços de combustível definidos por política, não pelo mercado) e os ciclos eleitorais movem o mercado com violência;
  • risco cambial: negocia em dólares mas tudo lá dentro está em reais — se o real enfraquecer, seu retorno em dólares se corrói mesmo que as ações subam;
  • concentração em matérias-primas: Vale + Petrobras são ~23% da cesta; uma recessão global que afunde ferro e petróleo bate em dobro;
  • juros ainda altos: 14% de Selic segue sendo nível restritivo — se a inflação resistir, os cortes param e a tese atrasa;
  • é um mercado emergente: mais volátil que qualquer outra coisa que temos, com fluxos de capital que entram e saem rápido.

Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.

Vectorial Data escolheu EWZ em 21 de ago. de 2026 a $34.44.

Research Completo

O que é. O EWZ (iShares MSCI Brazil ETF, BlackRock) replica o índice MSCI Brazil 25-50: 67 empresas brasileiras listadas que cobrem todo o espectro de capitalização, com regras de teto para evitar concentração excessiva. Ativos $7,82 bilhões, taxa 0,59% ao ano, rendimento por dividendo 3,86%, P/L da cesta 9,68. É o veículo padrão para ter Brasil a partir de uma conta em dólares.\n\nO que tem dentro. Top 10 ≈ 59%: Nu Holdings 10,49%, Vale 9,75%, Itaú Unibanco 7,96%, Petrobras 6,89% (PETR4) + 6,53% (PETR3) = 13,42% combinado, caixa em reais 4,24%, Banco Bradesco 3,64%, WEG 3,29%, B3 3,19% e AXIA Energia 3,11%. A composição conta a história da economia brasileira: bancos (Nu, Itaú, Bradesco, B3 ≈ 25%), matérias-primas e energia (Vale, Petrobras ≈ 23%) e indústria de exportação (WEG). A Nu Holdings merece nota à parte: é o maior banco digital do mundo fora da China, com mais de 100 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia, e hoje é a maior posição do índice — sinal de quanto a composição do mercado brasileiro mudou em uma década.\n\nA tese de valuation. P/L de 9,68 para uma cesta que inclui o maior banco privado da América Latina, uma das maiores mineradoras de ferro do planeta e uma fabricante de motores elétricos com clientes globais. É uma fração do múltiplo do mercado americano. O desconto dos mercados emergentes é estrutural e tem razões legítimas (risco político, moeda, governança), mas nestes níveis já incorpora bastante pessimismo.\n\nO ciclo de juros — o catalisador. O Comitê de Política Monetária brasileiro cortou a Selic para 14% de 14,25%, sinalizando que a incerteza sobre suas projeções de inflação segue maior que o normal. O ponto-chave não é o corte em si, é a direção: no Brasil, com juros de dois dígitos, a renda fixa compete ferozmente contra a bolsa; quando o ciclo vira para baixo, o capital local gira de títulos para ações e o estrangeiro volta. Historicamente essa virada foi o melhor previsor do desempenho da bolsa brasileira.\n\nO dividendo — com o aviso na frente. 3,86% de rendimento é o mais alto da nossa carteira, mas sua natureza é diferente da de uma empresa americana que sobe o dividendo 50 anos seguidos. As distribuições do EWZ dependem de Petrobras e Vale: quando o petróleo se sustenta acima de $80 e o ferro está firme, a Petrobras vira máquina de dividendos; quando o petróleo cai abaixo de $60, ela corta. Os pagamentos recentes ilustram a volatilidade: $0,52 em junho de 2025, $1,03 em dezembro de 2025 e uma reconciliação de $0,11 em janeiro de 2026. É renda real mas irregular — não deve ser orçada como renda fixa.\n\nPreço e momento. Retorno em 12 meses +32,56% com dividendos; intervalo de 52 semanas $27,48-$42,02; nossa entrada em $34,44 fica ~18% abaixo da máxima. Compramos depois de uma correção dentro de uma tendência de alta, com o catalisador de juros apenas começando.\n\nNa carteira. Quarto ETF de país (depois de Coreia, China e Taiwan) e o PRIMEIRO fora da Ásia: agrega América Latina, matérias-primas e bancos a uma carteira com forte viés de tecnologia, e aporta o maior rendimento por dividendo que temos. Os riscos — política, moeda, dependência de commodities — são reais e estão no topo da tese, não escondidos no fim.

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Pesquisado: 21 de ago. de 2026Atualizado: 21 de ago. de 2026Próxima revisão: 21 de fev. de 2027

Isso não é assessoria financeira. Consulte um assessor financeiro certificado.

O autor pode manter posições nos títulos discutidos.

O desempenho passado não garante resultados futuros.