NOK Nokia Oyj

TecnologiaEuropaFinlandCertificado por blockchain

$10.40

Objetivo: $14.96 (+43.8%)

P/E Ratio

72.2

P/E Forward

20.4

Dividendo

1.66%

Cap. Mercado

$56.6B

EPS

$0.14

Consenso

Compra

O que fazem

A Nokia (NYSE: NOK; sede em Espoo, Finlândia; fundada em 1865; ~78.000 funcionários; CEO Justin Hotard) vende o equipamento com que se constroem as redes de telecomunicações e licencia sua propriedade intelectual (patentes e marca). Reporta em três peças: Network Infrastructure (fibra e acesso fixo, roteadores IP, transporte óptico), Mobile Infrastructure (rádio 5G, micro-ondas, núcleo móvel, redes privadas) e Portfolio Businesses. Seus clientes são operadoras de telecomunicações e, cada vez mais, governos, defesa, energia, indústria, transporte — e os donos dos data centers de inteligência artificial. Não fabrica mais telefones.

A virada dos últimos 18 meses é a IA. Em outubro de 2025 a Nvidia investiu US$ 1 bilhão por ~2,9% da empresa a US$ 6,01 por ação e virou sua sócia para colocar inteligência artificial dentro da rede de rádio (AI-RAN); em julho de 2026 a Nokia lançou a primeira plataforma comercial de AI-RAN da indústria e, em 16 de setembro, anunciou que operadoras da América do Norte, Europa, Ásia-Pacífico e Oriente Médio já a testam em laboratório e em campo sobre plataformas da Nvidia. Em paralelo assinou a compra do campus de fabricação de semicondutores da NXP em Chandler, Arizona, para produzir chips de fosfeto de índio (InP) — o material dos transceptores ópticos que os data centers de IA exigem: arrendamento desde o início de 2027 e compra total prevista para o primeiro trimestre de 2029.

Ao mesmo tempo está se reorganizando: assumiu o controle total de sua joint venture na China e a está integrando ao modelo global (€ 350 milhões de encargos até o fim de 2026), com relatos de fechamento de quase todos os seus escritórios na China continental, saída de seu centro de pesquisa por lá e 1.600 demissões; e acordou vender o negócio de acesso sem fio fixo (FWA CPE) para a Inseego, com o Enterprise Campus Edge a caminho — ambos já classificados como operações descontinuadas.

Por que gostamos

Três razões.

  • A IA JÁ ESTÁ NOS NÚMEROS, NÃO NA APRESENTAÇÃO: no segundo trimestre as vendas para clientes de IA e nuvem cresceram 105%, a óptica +20% e os roteadores IP +16%; entraram € 2,8 bilhões em pedidos de IA em um único trimestre e a empresa elevou sua projeção de lucro operacional comparável de 2026 para € 2,1–2,6 bilhões. O lucro comparável do trimestre subiu +18% e o do semestre +28% — com receita crescendo apenas 6–8%, ou seja, a margem está melhorando.
  • A NVIDIA É SÓCIA E ACIONISTA, E A EUROPA ESTÁ GASTANDO: a Nvidia colocou US$ 1 bilhão por ~2,9% a US$ 6,01 por ação e os dois constroem AI-RAN e 6G (com testes junto à T-Mobile); a Nokia comprou uma fábrica de chips ópticos no Arizona para não depender de terceiros no gargalo da IA; e em 9 de setembro o Google anunciou € 13 bilhões em data centers de IA na Finlândia — seu maior compromisso na Europa — com a Nokia disputando uma 'fábrica de IA' em Oulu.
  • O CASTIGO DE SETEMBRO NOS DEU O PREÇO: a ação subiu ~120% em 12 meses, tocou US$ 17,45 e depois desabou — em 14 de setembro perdeu ~US$ 7,4 bilhões de valor sem notícia que explicasse, e no dia 15 caiu abaixo de US$ 10. Compramos a US$ 10,40, ~40% abaixo da máxima, a 20,4x o lucro previsto, com consenso Buy, alvo médio de ~US$ 14,96 (+43,8%) e a Rosenblatt iniciando cobertura em Buy no dia 15 de setembro pela sua franquia óptica de IA.

Risco Principal

O #1: os pedidos de IA ainda não são vendas — e o caixa sai antes de entrar. Dos € 2,8 bilhões de pedidos do trimestre, a própria Nokia diz que só cerca de metade vira receita em 12 meses; sua projeção de conversão de fluxo de caixa livre é de 55–75% do lucro operacional comparável e o caixa líquido caiu 4%, para € 2.776 milhões. Outros:

  • volatilidade brutal: faixa de 52 semanas de ~US$ 4,53–US$ 17,45; semanas de +8%, +15% e −7% seguidas — esta posição vai se mexer forte nos dois sentidos;
  • China: assumiu o controle total da joint venture para depois sair — € 350 milhões de encargos, fechamento relatado de quase todos os escritórios por lá e 1.600 demissões em pesquisa;
  • reestruturação e talento: € 800 milhões de encargos só em 2026 e cortes relatados no Bell Labs, seu laboratório histórico — cortar onde nascem as invenções é risco real;
  • concorrência: Huawei e Ericsson em rádio, e agora os gigantes da óptica e dos semicondutores atrás do mesmo cliente de data center;
  • valuation: 72x o lucro dos últimos 12 meses (20,4x o previsto) — a tese exige que o lucro prometido apareça;
  • é um ciclo: se o gasto com data centers de IA esfriar, a parte que hoje sustenta a história é a que mais encolhe. Nos números oficiais, o trimestre foi um prejuízo operacional de € 50 milhões.

Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.

Vectorial Data escolheu NOK em 2026-09-16 a $10.40.

Research Completo

Qué hace. Nokia Oyj (NYSE: NOK; Karakaari 7, Espoo, Finlandia; fundada en 1865; ~78,000 empleados; CEO Justin Hotard) fabrica la infraestructura con la que se construyen las redes de telecomunicaciones y licencia su propiedad intelectual (patentes y marca). Reporta en tres segmentos: Network Infrastructure (fibra y acceso fijo, Wi-Fi de hogar, routers IP, transporte óptico), Mobile Infrastructure (radio 5G, microondas, núcleo móvil, redes privadas industriales, APIs de red) y Portfolio Businesses. Vende a operadoras de telecomunicaciones, defensa, energía, empresas, industria y transporte en Norteamérica, Latinoamérica, China, India, Asia-Pacífico, Europa, Medio Oriente y África. Ya no fabrica teléfonos.

Resultados (segundo trimestre 2026, 23 de julio). Ventas netas €4,815 millones (+8% reportado; +9% a moneda constante). Utilidad operativa comparable €434 millones (+18%) con margen comparable 9.0% (+70 puntos base) y margen bruto comparable 46.0% (+70 pb). Utilidad comparable por acción €0.07 (+75%). En cifras reportadas el trimestre cerró con pérdida operativa de €50 millones por los cargos de reestructura. Por segmento: Network Infrastructure €2,037 millones (+12% a moneda constante) — óptica +20%, IP +16% y ventas a clientes de IA y nube +105%; Mobile Infrastructure €2,680 millones (+7%) con margen operativo 11.6%; Portfolio Businesses €94 millones (+6%). Pedidos de IA y nube en el trimestre: €2,800 millones, de los que Nokia espera convertir en ingreso aproximadamente la mitad dentro de 12 meses. Efectivo neto e inversiones financieras con interés: €2,776 millones (−4%). Primer semestre 2026: ventas €9,248 millones (+6%), utilidad operativa comparable €735 millones (+28%) con margen 7.9%, utilidad comparable por acción €0.13 (+63%).

Guía 2026 (subida el 23 de julio). Utilidad operativa comparable de €2,100 a €2,600 millones, desde €2,000–2,500 millones (incluye €100 millones de revisión técnica por la reclasificación de operaciones discontinuadas). Supuestos: Network Infrastructure creciendo 12–14% en ventas (IP y óptica 18–20%); inversión de capital €800–900 millones; cargos de reestructura €800 millones; conversión de flujo de caja libre de 55% a 75% de la utilidad operativa comparable.

La pata de inteligencia artificial. En octubre de 2025 Nvidia invirtió $1,000 millones por ~2.9% de Nokia a $6.01 por acción y firmó una alianza para integrar su cómputo de IA en el portafolio de radio de Nokia (AI-RAN y 6G nativo de IA, con pruebas anunciadas junto a T-Mobile). En julio de 2026 Nokia lanzó la primera plataforma comercial de AI-RAN de la industria y el 16 de septiembre de 2026 reportó que operadoras de Norteamérica, Europa, Asia-Pacífico y Medio Oriente pasaron de la evaluación a pruebas de laboratorio y de campo sobre plataformas de Nvidia. Para asegurar suministro en la parte óptica firmó un acuerdo definitivo para adquirir el campus de fabricación de semiconductores de NXP en Chandler, Arizona, y producir chips de fosfuro de indio (InP): arrendamiento desde principios de 2027 y compra total hacia el primer trimestre de 2029. Otros movimientos recientes: despliegue de óptica coherente enchufable de 800G con Telxius; Open RAN con NTT Docomo en Japón; memorando de entendimiento con C3IA para defensa en Reino Unido; nuevo centro de I+D en Arabia Saudita (1 de septiembre). El 9 de septiembre Google anunció €13,000 millones en infraestructura de IA en Finlandia — su mayor inversión en Europa — y la acción de Nokia subió con la noticia.

Reestructura y salida de China. Los €800 millones de cargos de 2026 se reparten en: €250 millones del programa 2023–2026 (que apunta al extremo alto de €800–1,200 millones de ahorros), €350 millones para integrar las operaciones chinas a su modelo global tras tomar el control total de su empresa conjunta, y €200 millones adicionales de reestructura en Europa. En agosto se reportó el cierre de casi todas sus sedes en China continental hacia fin de año, la salida de su centro de investigación allá y 1,600 despidos; en septiembre se reportaron planes de recortes en Bell Labs. Desinversiones: acuerdo para vender el negocio de equipos de acceso inalámbrico fijo (FWA CPE) a Inseego y venta probable de Enterprise Campus Edge — ambos ya como operaciones discontinuadas.

Dividendo. Se reparte cuatro veces al año; con el segundo trimestre Nokia declaró €0.04 por acción, pagado el 6 de agosto de 2026. La historia importa: estuvo 33 meses sin pagar (el último pago previo fue en julio de 2019 y se reanudó en mayo de 2022) y desde entonces lo ha ido subiendo (~+6% en el último año). En dólares por ADR suma ~$0.17 en 12 meses ≈ 1.66% al precio actual: es un ingreso modesto, no la razón principal para tener esta acción.

Acción. $10.40 de apertura (16 de septiembre de 2026); capitalización ~$56,600 millones; ~5,600 millones de acciones; P/E ~72x sobre la utilidad de los últimos 12 meses y ~20.4x sobre la prevista; efectivo neto ~$2,000 millones; beta 0.77. Rango de 52 semanas ~$4.53–$17.45: la acción subió ~120% en 12 meses tras la entrada de Nvidia y el ciclo de IA, hizo máximo y después se desplomó — el 14 de septiembre perdió ~$7,400 millones de valor sin noticia que lo explicara y el 15 cayó abajo de $10. El 15 de septiembre Rosenblatt inició cobertura en Buy por su franquicia óptica de IA. Consenso Buy: target promedio ~$14.96 (12 analistas, StockAnalysis) y ~$14.00 (18 analistas, MarketBeat), es decir entre +35% y +44% desde $10.40.

Riesgos. (1) Los €2,800 millones de pedidos de IA no son ingreso: la propia empresa espera convertir ~la mitad en 12 meses, y el capital de trabajo sale antes (conversión de flujo de caja guiada 55–75%; efectivo neto −4%). (2) Volatilidad extrema: rango $4.53–$17.45 en un año, con semanas de +15% y de −7%. (3) China: €350 millones de cargos, cierre reportado de casi todas las oficinas y 1,600 despidos en I+D. (4) Reestructura de €800 millones en 2026 y recortes reportados en Bell Labs: riesgo de ejecución y de talento. (5) Competencia: Huawei y Ericsson en radio; en óptica, los gigantes de semiconductores y de centros de datos van por el mismo cliente. (6) Valuación: 72x la utilidad de los últimos 12 meses — el múltiplo prevista (20.4x) depende de que la utilidad prometida llegue. (7) Ciclicidad: si el gasto en centros de datos de IA se enfría, el motor que hoy sostiene la historia es el primero en frenarse. (8) Moneda: reporta en euros y cotiza en dólares.

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Pesquisado: 16/09/2026Atualizado: 16/09/2026Próxima revisão: 16/03/2027

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