ON — ON Semiconductor
$88.95
Objetivo: $113.52 (+27.6%)
P/E Ratio
64.8
P/E Forward
20.3
Dividendo
—
Cap. Mercado
$34.3B
EPS
$1.36
Consenso
Compra
O que fazem
A onsemi vive de vender chips que administram eletricidade, não os que «pensam». Um processador da NVIDIA calcula; os chips da onsemi cuidam para que a energia chegue aonde precisa, com a voltagem certa e sem desperdício.
Tem três negócios:
- Power Solutions Group (~US$ 737 milhões no último trimestre, quase metade do total): chips de potência, incluindo os de carbeto de silício (SiC) que transformam a energia da bateria de um carro elétrico em movimento. Também potência para data centers de IA.
- Analog & Mixed-Signal (~US$ 540 milhões): chips que conectam o mundo real (temperatura, corrente, sinais) ao digital. Aqui está a Treo, sua nova plataforma de maior margem.
- Intelligent Sensing (~US$ 236 milhões): sensores de imagem — as «câmeras» com que um carro detecta pedestres, faixas e outros carros para frear sozinho ou estacionar.
Seu principal cliente é a indústria automotiva (~US$ 797 milhões no último trimestre, mais da metade das vendas), seguida da industrial e, cada vez mais, dos data centers de IA. Tem sede em Scottsdale, Arizona, e é comandada por Hassane El-Khoury desde dezembro de 2020.
Por que gostamos
A tese é simples: o ciclo já virou e há um motor novo que antes não existia.
1) A recuperação começou e é mensurável. Depois de sete trimestres seguidos de queda no negócio automotivo, o trimestre de janeiro-março de 2026 mostrou vendas totais de US$ 1,51 bilhão (acima do prometido e ~4% a mais que um ano antes), automotivo +5% ao ano, e uma projeção para o próximo trimestre de US$ 1,535-1,635 bilhão (~7% a mais, excluindo negócios abandonados de propósito). Os prazos de entrega se alongaram de 23 para 26 semanas e alguns produtos já estão sendo racionados — sinal de que os clientes voltaram a pedir com urgência.
2) As margens sobem por decisão própria, não só pelo ciclo. Com sua estratégia «Fab Right» fechou e vendeu fábricas antigas (em julho de 2026 concordou em vender mais duas, com economia de ~US$ 35 milhões por ano). Resultado: três trimestres seguidos de melhora na margem bruta, até 38,5%, com as fábricas usadas em apenas 77% da capacidade — se a demanda continuar subindo, cada ponto extra de uso cai quase direto no lucro.
3) A IA é o motor novo. Seu negócio de data centers de IA cresceu mais de 30% em um trimestre e a empresa espera que ele dobre em 2026. Trabalha com a NVIDIA na transição para 800 volts: os novos racks de IA consomem tanta energia que é preciso redesenhar como são alimentados, e é exatamente isso que a onsemi vende.
4) Continua sendo a #2 mundial em carbeto de silício, com seus chips em ~55% dos modelos elétricos novos exibidos no Salão do Automóvel de Pequim de 2026, e sua plataforma Treo (margens-alvo de 60-70%) multiplicou a receita por 2,5 em um trimestre.
5) O preço ainda não reflete a recuperação completa. A US$ 88,95, paga ~20 vezes o lucro esperado, em linha com uma empresa de semicondutores em plena virada de ciclo, e os 25 analistas que a cobrem têm alvo médio de US$ 113,52 (~28% de alta). Não paga dividendo: devolve o caixa recomprando ações (US$ 346 milhões só no último trimestre) — uma aposta pura em crescimento.
Risco Principal
O risco nº 1 é a China: é ao mesmo tempo seu grande mercado e sua grande ameaça. Boa parte do boom de carros elétricos está na China, e o governo chinês aprovou uma onda de fábricas locais de carbeto de silício com apoio estatal. Se os fabricantes chineses inundarem o mercado com chips baratos «bons o suficiente», os preços e as margens da onsemi sofrem — e uma escalada geopolítica pode fechar esse mercado de uma hora para outra.
Segundo, o ciclo automotivo está apenas começando a se recuperar: as vendas anuais (US$ 6,0 bilhões em 2025) ainda estão ~27% abaixo do pico de 2023, e se os carros elétricos venderem menos do que o esperado (por exemplo, após o corte de incentivos nos EUA), a recuperação trava.
Terceiro, a ação já subiu ~143% em um ano e é negociada perto das máximas: as expectativas estão altas e qualquer trimestre fraco seria punido com força. O P/L sobre o lucro passado (65x) parece caro porque 2025 teve enormes despesas contábeis; o que importa é o 20x sobre o lucro futuro — razoável, mas não é barato.
Quarto, a compra da Synaptics (US$ 6,2 bilhões em ações, a maior de sua história, fechamento em meados de 2027) dilui os acionistas e adiciona risco de integração. E quinto, compete contra gigantes: a STMicroelectronics lidera em carbeto de silício, a Infineon disputa o mesmo contrato com a NVIDIA, e a Sony pressiona em sensores de imagem.
Este é um conteúdo educacional e informativo, não assessoria financeira. Sempre consulte um assessor financeiro qualificado antes de tomar decisões de investimento.
Vectorial Data escolheu ON em 2026-07-16 a $88.95.
Research Completo
Qué es onsemi
ON Semiconductor (marca comercial: onsemi) nació en 1999 como escisión de Motorola y hoy es uno de los grandes fabricantes mundiales de semiconductores de potencia: los chips que mueven, convierten y administran electricidad. Mientras un procesador «piensa», los chips de onsemi se aseguran de que la energía de una batería, un enchufe o un panel solar llegue al motor, al sensor o al servidor con el voltaje exacto y el mínimo desperdicio.
Sede: Scottsdale, Arizona. CEO: Hassane El-Khoury (desde diciembre 2020, antes CEO de Cypress Semiconductor), el arquitecto de la transformación actual: menos productos baratos de bajo margen, más carburo de silicio, sensores inteligentes y potencia para IA. Emplea a unas 22,700 personas en el mundo tras varios recortes de plantilla.
Su joya tecnológica es el carburo de silicio (SiC): un material que soporta voltajes y temperaturas mucho mayores que el silicio tradicional y pierde menos energía al convertirla. En un auto eléctrico eso se traduce en más kilómetros por carga o una batería más pequeña (más barata). onsemi es el #2 mundial en SiC (STMicroelectronics es #1 con ~33% del mercado) y está integrada verticalmente: fabrica desde el cristal del material hasta el módulo terminado. En enero de 2025 compró además el negocio de SiC JFET de Qorvo para reforzar su catálogo de alto rendimiento.
Cómo gana dinero
Tres unidades de negocio (cifras del trimestre enero-marzo 2026, total $1.51 mil millones):
- Power Solutions Group (PSG) — $737 millones, +14% anual. Chips discretos y módulos de potencia, incluido todo el negocio SiC (marca EliteSiC) y las soluciones para centros de datos de IA. Es el corazón de la tesis.
- Analog & Mixed-Signal Group (AMG) — $540 millones, -5% anual. Chips analógicos y de señal mixta para autos e industria. Aquí vive Treo, su nueva plataforma de 65 nanómetros que integra potencia, sensado y comunicación en un solo chip (rango de 1 a 90 voltios, hasta 175°C): los ingresos de Treo se multiplicaron por 2.5 en un trimestre y la empresa le apunta a márgenes brutos de 60-70%, muy por encima del promedio corporativo.
- Intelligent Sensing Group (ISG) — $236 millones, +1% anual. Sensores de imagen, sobre todo para autos: las cámaras que alimentan el frenado automático, la detección de peatones y el estacionamiento asistido (ADAS).
Por mercado final, automotriz es más de la mitad de las ventas (~$797 millones el trimestre), seguido de industrial; el segmento que más crece es centros de datos de IA.
No paga dividendo: su política es devolver con el tiempo el 100% del flujo de caja libre vía recompras de acciones (en el último trimestre recompró $346 millones a un precio promedio de $60.54 — muy por debajo del precio actual, señal de buen timing).
Los números: último trimestre y el año completo
Año completo 2025 (el fondo del ciclo): ventas de $5,995 millones, -15.3% frente a los $7,082 millones de 2024 y ~27% debajo del pico de $8.25 mil millones de 2023. La utilidad neta contable se desplomó a $121 millones (desde $1,573 millones) por cargos y depreciaciones asociados a la reestructura. Pero ojo: aun en el peor año del ciclo generó $1.4 mil millones de flujo de caja libre, un margen récord de 24% — la empresa sangró en el papel, no en la caja.
Primer trimestre 2026 (reportado en mayo, el punto de inflexión):
- Ventas: $1.51 mil millones, por encima del punto medio de su propia guía y ~4% más que los $1,446 millones de un año antes — primer crecimiento anual tras la travesía del desierto.
- Automotriz: $797 millones, +5% anual, la primera subida tras 7 trimestres consecutivos de caída.
- Centros de datos de IA: +30% en un solo trimestre, casi el doble que un año antes; la dirección espera que el negocio se duplique en 2026.
- Margen bruto ajustado: 38.5%, tercer trimestre consecutivo de mejora; margen operativo 19.1%.
- Ganancia ajustada por acción: $0.64. Flujo de caja libre: $217 millones.
- Utilización de fábricas: 77%. Plazos de entrega: 26 semanas (desde 23) y algunos productos en asignación — los clientes pasaron de cancelar pedidos a pelear por ellos.
- Guía para el segundo trimestre 2026: ventas de $1.535–1.635 mil millones (~7% de crecimiento secuencial excluyendo negocios abandonados), margen bruto 38-40%, EPS ajustado $0.65-0.77.
La tesis: por qué ahora
1. El ciclo dio la vuelta. Los semiconductores para autos e industria viven ciclos de inventario: en 2023 los clientes acumularon chips por miedo a la escasez, en 2024-2025 dejaron de comprar para quemar ese inventario, y onsemi pagó el pato. Ese exceso ya se consumió: pedidos al alza, plazos alargándose, racionamiento en algunas líneas. Comprar un cíclico de calidad justo cuando sale del fondo es históricamente el mejor momento.
2. Saldrá del ciclo siendo una empresa más rentable. La estrategia «Fab Right» consiste en quedarse solo con las fábricas competitivas: en 2024 reestructuró ~1,500 puestos y el 7 de julio de 2026 firmó acuerdos para vender dos fábricas más, con ahorros de ~$35 millones anuales a partir de 2027. Por eso el margen bruto sube tres trimestres seguidos con las fábricas usándose solo al 77%: cuando la demanda recupere, el apalancamiento operativo es enorme.
3. La IA le regaló un segundo motor. Un rack de IA de nueva generación consume hasta 1 megawatt; alimentarlo con la arquitectura eléctrica tradicional desperdicia demasiado. Por eso NVIDIA impulsa la transición a 800 voltios de corriente directa, y onsemi es socio oficial de ese ecosistema (MGX): vende la cadena completa de conversión de energía, de la subestación al procesador. Su alianza con Flex Power ya suma 30+ programas activos, y en nitruro de galio (GaN, otro material avanzado) el pipeline de diseños supera $1.5 mil millones.
4. Posición dominante donde importa. Sus chips SiC estaban en ~55% de los modelos eléctricos nuevos exhibidos en el Auto Show de Pekín 2026. Treo apunta a márgenes de 60-70%. Y en sensores de imagen automotriz es líder.
5. Crece también por compra. El 25 de junio de 2026 anunció la adquisición de Synaptics por ~$6.2 mil millones en acciones (~$7 mil millones incluyendo deuda), su mayor compra histórica, para entrar en «IA física»: conectividad y cómputo en dispositivos. Sinergias esperadas de $200 millones anuales y suma a las ganancias dentro de los 18 meses posteriores al cierre (previsto para mediados de 2027). El CEO estima que abre un mercado incremental de ~$30 mil millones.
Valuación
Compramos a $88.95 (capitalización: $34.3 mil millones). El P/E sobre ganancias pasadas (64.8x) asusta pero engaña: las ganancias de 2025 están artificialmente deprimidas por cargos contables de la reestructura (EPS de solo $1.36). La métrica útil es el P/E adelantado de ~20x — razonable para un cíclico saliendo del fondo con un negocio de IA duplicándose, y con descuento frente a otros nombres de potencia/IA. Los 25 analistas que la cubren tienen consenso de compra con objetivo promedio de $113.52 (~28% de potencial). La propia empresa recompró $346 millones de sus acciones el último trimestre. Advertencia honesta: la acción subió ~143% en los últimos doce meses y cotiza cerca de máximos de 52 semanas — el mercado ya olió la recuperación; lo que se compra aquí es la continuación, no el descubrimiento.
Riesgos
1. China: cliente gigante y competidor subsidiado
Gran parte del boom del auto eléctrico ocurre en China (de ahí el dato de 55% en Pekín). Pero el Estado chino aprobó una ola de capacidad local de SiC — 15 líneas nuevas de epitaxia y jugadores respaldados con dinero público como AscenPower. Si China replica en SiC lo que hizo en paneles solares (inundar el mercado y hundir precios), los márgenes del negocio estrella sufren. Y cualquier escalada comercial EE.UU.-China puede cortar el acceso a ese mercado.
2. El ciclo automotriz puede recaer
Un trimestre de crecimiento no hace primavera. Las ventas anuales siguen ~27% debajo del pico, y la adopción de autos eléctricos ha decepcionado antes (siete trimestres de caída lo prueban). El recorte de incentivos a los EV en EE.UU. presiona la demanda en ese mercado; la tesis depende de que China y Europa compensen.
3. Expectativas altas tras +143% en un año
Cerca de máximos de 52 semanas, cualquier guía tibia o retraso en la recuperación de márgenes puede provocar caídas fuertes y rápidas. Es una acción volátil: en 2025 llegó a perder más de la mitad de su valor desde los máximos de 2024.
4. Integración de Synaptics
Pagar ~$6.2 mil millones en acciones diluye a los accionistas actuales y las grandes adquisiciones en semiconductores tienen historial mixto. El cierre no llega hasta mediados de 2027: un año de distracción gerencial y de riesgo regulatorio.
5. La recuperación de márgenes es promesa, no hecho
El margen bruto de 38.5% sigue lejos del ~45% que la empresa lograba en los buenos tiempos de 2024. Si la utilización de fábricas no sube del 77%, o los negocios de alto margen (Treo, SiC, IA) crecen más lento de lo esperado, la expansión de márgenes se queda corta y el P/E de 20x deja de verse barato.
6. Competencia por todos los flancos
STMicroelectronics lidera el SiC mundial y construye fábricas nuevas en Italia y China; Infineon anunció su entrada al mismo ecosistema de NVIDIA con dos días de diferencia; en sensores de imagen, Sony presiona. onsemi no compite solo en ningún frente.
Veredicto
onsemi es la apuesta clásica de vuelta de ciclo con un extra que no existía en el ciclo pasado: la demanda eléctrica de la IA. El fondo quedó atrás (crecimiento otra vez positivo, pedidos acelerando, márgenes subiendo tres trimestres seguidos), la empresa se volvió estructuralmente más eficiente vendiendo fábricas sobrantes, y su alianza con NVIDIA la mete en el reparto de uno de los grandes gastos de infraestructura de la década. A ~20 veces ganancias futuras, con objetivo de analistas 28% arriba, la relación riesgo-recompensa es atractiva — siempre que se acepte la volatilidad de un cíclico que ya corrió mucho y cuyo mayor mercado (el auto eléctrico chino) es también su mayor amenaza competitiva. Encaja en el portafolio como la pieza de potencia del bloque de semiconductores: KLA y Applied Materials fabrican las máquinas, Micron la memoria, ARM los diseños — onsemi pone la electricidad en movimiento.
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O autor pode manter posições nos títulos discutidos.
O desempenho passado não garante resultados futuros.